renascida

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Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Retrato 3 x 4 (ou melhor 9 x 8- as bochechas não comportariam na fota) Eu, Esteves e Furbino. Eu, renascida. Eu, eterna descontrução construtiva. Eu, amor incondicional. Eu, escarafunchadora do cotidiano. Eu, a aprendiz na arte de amarrar cadarços. Eu, o vitral espatifado. Eu, mosaico pulsante. Eu, cronista mental. Eu, bêbada pela vida. Eu, tristeza inerente. Eu, soluços e lagrimas. Eu, cubos de gelo incandescente. Eu ,eventualmente ,estrábica. Eu, olhos fechados e escova de dentes. Eu: unhas roídas, gastrite. Eu: mendiga, fútil, mas nunca indiferente. Eu, Ronaldo, Neuza, Fabrício, Laura, Nilza. Eu, pedaços dos que me conhecem e também daqueles que nunca me viram. Eu, uma angustia que atormenta. Eu, manhã de um sábado onírico. Eu, insana. Eu, estudante de artigos. Eu, canibal de palavras. Eu, deveras, bicho, xuxu. Eu, um surto, um grito, um sussurro, um silêncio que ecoa. Eu: Renata Esteves Furbino

Terça-feira, Abril 26, 2011

pois é

"hoje se me pergunto porque amo a literatura a resposta que me vem espontaneamente à cabeça: é porque ela me ajuda a viver. Não é mais o caso de pedir a ela, como ocorria na adolescência, que me preservasse das feridas que eu poderia sofrer nos encontros com pessoas reais; em lugar de excluir as experiências vividas, ela me faz descobrir mundos que se colocam em continuidade com essas experiências e me permite melhor compreendê-las"

Todorov

Quarta-feira, Abril 13, 2011

dia do beijo


Não se mate

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
Reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, praquê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.

Carlos Drummond de Andrade


dizem por aí que hoje é dia do beijo,

preguiça dessas invenções.

se bem que eu queria sugerir um dia,

o dia da serenidade eterna, ou, então,

o dia da calmaria pra vida toda.

que tal?

por enquanto as unhas continuam carcomidas,

e a travessia cada dia mais desafiadora.

"navegar é preciso"

poucos são aqueles que se aproximam do leme.



Domingo, Fevereiro 06, 2011


"Presente futuro passado
Tudo sentir de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão."
(Jards Macalé)

Segunda-feira, Janeiro 24, 2011

2011


Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Drummond.


e eu tentando catar o feijão diário, tentando não secar essa poesia de dentro,

tentando SER, com menos unhas roidas e medos do escuro...

bora lá, 2011!


Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

Drummond


Terça-feira, Setembro 28, 2010

03 de outubro





Em tempo de eleições, sou acometida por uma enorme preguiça, fruto, em regra, das manifestações envernizadas-- liberais e bla bla bla, dos "reaças".
Trocando em miúdos, uma roupagem DEM, em couro legitimo PFL.

Terça-feira, Setembro 21, 2010

trivialidades


ele soltava pum.
Pum?
muito polidinha tal expressão,
ele peidava muito!
Minha tia atribui à quantidade de laranjas ingeridas.
Escutava os sons e me divertia.
Meu pai:
uma criança sapeca de bigode branco.

Quarta-feira, Setembro 08, 2010

07 de setembro + um dia



independência ou, ou, ou...
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